O manejo da pastagem na seca e nas águas exige estratégias diferentes ao longo do ano. Durante as águas, temperatura, luminosidade e disponibilidade hídrica favorecem o crescimento acelerado das plantas. Já na seca, a redução das chuvas limita a emissão de folhas, diminui a produção de matéria seca e reduz a qualidade da forragem disponível.
Por isso, o manejo adotado em cada período deve ser diferente. Fazendas que ajustam a estratégia conforme a estação conseguem manter maior produtividade animal, preservar a pastagem e aumentar a rentabilidade do sistema.
Manejo da pastagem nas águas: momento de produzir e planejar!
O período das águas é responsável pela maior parte da produção anual de forragem. Nessa fase, o principal desafio não é produzir capim, mas manejá-lo corretamente. Quando a taxa de lotação é insuficiente para acompanhar o crescimento da pastagem, ocorre acúmulo excessivo de massa, alongamento de colmos e aumento do material senescente, reduzindo a qualidade nutricional disponível aos animais.
Por isso, o ajuste de lotação deve ser constante. O objetivo é manter a pastagem dentro da estrutura recomendada para cada cultivar, favorecendo a colheita de folhas jovens e garantindo maior desempenho animal. Além disso, este é o momento de maior resposta da planta à adubação, especialmente ao nitrogênio, que pode aumentar significativamente a produção de matéria seca e a capacidade de suporte da área.
As águas também é o período ideal para realizar o planejamento forrageiro da fazenda. É nessa época que o produtor deve construir reservas para enfrentar a seca, seja por meio do diferimento de áreas estratégicas, produção de silagem ou feno. O sucesso do manejo da pastagem durante a seca começa, na prática, com as decisões tomadas durante as águas.
Manejo da pastagem na seca: momento de manter o desempenho e desafiar!
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Na seca, a prioridade deixa de ser produzir forragem e passa a ser conservar o recurso disponível. Com menor crescimento das plantas, a manutenção da mesma lotação animal utilizada nas águas pode resultar em superpastejo, comprometendo as reservas da planta, reduzindo a persistência da pastagem e dificultando a recuperação quando retornarem as chuvas.
Um pasto que entra na seca com baixa massa de forragem ou manejado excessivamente rente ao solo tende a sofrer mais com o estresse hídrico. Além de reduzir a disponibilidade de forragem para os animais, isso prejudica o sistema radicular e limita o potencial de rebrota da planta na estação seguinte. Por isso, é fundamental entrar na seca com uma condição adequada de pastagem e realizar ajustes de lotação quando necessário.
Outro fator importante é a queda da qualidade nutricional da forragem. Dessa forma, durante esse período ocorre redução dos teores de proteína e aumento da fibra, limitando o consumo e o desempenho dos animais.
Nesse cenário, a suplementação assume papel estratégico. Dependendo da categoria animal e dos objetivos do sistema, suplementos proteicos ou proteico-energéticos podem ser utilizados para corrigir deficiências nutricionais, melhorar o aproveitamento da fibra potencialmente digestível e minimizar perdas de desempenho.
A seca não é uma surpresa, é uma característica do sistema produtivo!
O produtor deve encarar a seca como uma fase previsível do sistema produtivo, e não como um problema inesperado. Fazendas que realizam planejamento forrageiro, ajustam a lotação ao longo do ano e utilizam a suplementação de forma estratégica conseguem atravessar esse período com menor impacto sobre a produtividade.
Nesse sentido, nas águas o foco é produzir e colher forragem de qualidade. Na seca, o objetivo é preservar a pastagem, utilizar de forma eficiente os recursos forrageiros e manter o desempenho animal. Dessa forma, o equilíbrio entre essas duas estratégias é o que sustenta sistemas pecuários mais produtivos, resilientes e rentáveis ao longo do ano.
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Redação Papalotla




