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Digestibilidade da forragem: como ela afeta o desempenho do animal?

A produtividade de uma pecuária sustentável está diretamente ligada à capacidade dos animais de transformar a forragem consumida em carne ou leite. Dessa maneira, um conceito merece atenção especial: a digestibilidade da forragem.

Assim, mais do que a quantidade de pasto disponível, a qualidade nutricional e o aproveitamento dos nutrientes pelo animal são fatores determinantes para o desempenho do rebanho. Nesse cenário, uma forragem altamente digestível permite maior consumo de MS, melhor aproveitamento dos nutrientes e, consequentemente, maior ganho de peso.

O que é digestibilidade da forragem?

Digestibilidade é o potencial que uma forragem possui de ser degradada e aproveitada pelos microrganismos do rúmen que possibilita o melhor aproveitamento pelo animal. Assim em outras palavras, representa a fração do alimento que realmente poderá ser convertida em nutrientes disponíveis para manutenção, crescimento e produção.

Dessa forma, quando a digestibilidade é elevada, os bovinos conseguem utilizar mais energia e proteína por quilo de matéria seca consumida. Nesse sentido, forragens de baixa digestibilidade permanecem mais tempo no rúmen, limitando a taxa de passagem que por sua vez reduz o consumo e desempenho.


Como a digestibilidade influencia o desempenho animal?

A digestibilidade impacta diretamente diversos indicadores zootécnicos:

Maior consumo de matéria seca: forragens com maior potencial de degradabilidade aumentam a taxa de passagem do volumoso pelo o rúmen, permitindo que o animal volte a se alimentar rapidamente. Assim, isso aumenta o consumo diário de matéria seca e, consequentemente, a ingestão de nutrientes.

Melhor aproveitamento da proteína e energia: quanto maior a digestibilidade, ocorre o aumento da disponibilidade de energia e proteína para os microrganismos ruminais. Isso favorece o crescimento microbiano que degrada a fibra da forragem e a síntese de proteína microbiana, essencial para o desempenho dos bovinos.

Ganho de peso mais eficiente: animais que consomem forragens de melhor qualidade nutricional apresentam maiores ganhos médios diários, melhor conversão alimentar e maior eficiência produtiva

Melhor desempenho na seca: durante a estação seca, ocorre redução da qualidade das pastagens devido ao aumento dos teores de fibra e lignina. Dessa forma, como consequência, a digestibilidade diminui, reduzindo o consumo e o desempenho animal.

O que reduz a digestibilidade das pastagens?

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Diversos fatores podem comprometer o aproveitamento da forragem:

  • Avanço da maturidade da planta;
  • Elevados teores de fibra e lignina;
  • Baixos níveis de proteína bruta;
  • Déficit hídrico prolongado;
  • Manejo inadequado do pastejo.

Nesse cenário, durante a seca, por exemplo, muitas forrageiras apresentam teor de proteína abaixo do mínimo necessário para manter a atividade dos microrganismos ruminais. Além disso, ocorre redução da digestibilidade e do consumo da pastagem, comprometendo o ganho de peso dos animais.


Sistema radicular: um aliado da qualidade da forragem.

A qualidade da parte aérea está diretamente relacionada à saúde do solo e ao desenvolvimento radicular das plantas.

Além disso, forrageiras que apresentam sistema radicular profundo e vigoroso possuem maior capacidade de explorar água e nutrientes em diferentes camadas do solo. Dessa forma, o crescimento é mais uniforme e produzindo forragem de melhor qualidade mesmo em condições adversas.

Como melhorar a digestibilidade da forragem?

Algumas estratégias podem ajudar o produtor a elevar a qualidade nutricional das pastagens:

  • Realizar manejo adequado da altura de entrada e saída dos animais;
  • Investir em correção e fertilidade do solo;
  • Utilizar forrageiras adaptadas às condições da propriedade;
  • Adotar suplementação estratégica nos períodos críticos;
  • Priorizar materiais com alto potencial produtivo e bom valor nutritivo.

Nesse sentido, suplementação proteica, por exemplo, pode fornecer nitrogênio aos microrganismos ruminais, favorecendo a digestão das fibras e aumentando o aproveitamento da forragem disponível.

O papel da digestibilidade em sistemas mais produtivos:

A digestibilidade da forragem é um dos principais fatores que determinam o desempenho do rebanho. Dessa maneira, quanto maior a capacidade de aproveitamento dos nutrientes presentes no pasto, maiores serão os ganhos em produtividade, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Por isso, investir em manejo adequado, qualidade do solo e na escolha de forrageiras com elevado potencial produtivo é fundamental para construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e lucrativos. Dessa forma, híbridos como o CAYMAN® que a digestibilidade que pode chegar a 70%, contribuem para um melhor aproveitamento da forragem pelos animais e para sistemas de produção mais eficientes.

Assim, não basta produzir mais pasto. É preciso produzir uma forragem que realmente gere resultado dentro do cocho e na balança.

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ilustração pasto verde
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