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O que é degradação de pastagens e como híbridos de braquiária ajudam na recuperação!

O que é degradação de pastagens e como híbridos de braquiária ajudam na recuperação!

A degradação de pastagem é um dos principais desafios da pecuária brasileira. Em muitos casos, o processo começa gradualmente, mas avança com o tempo e compromete a capacidade produtiva do sistema. Entender o problema, identificar seus sinais e adotar tecnologias adequadas é fundamental para manter a produtividade no campo e promover uma pecuária mais eficiente e sustentável.

Queda contínua de produtividade: o que é a degradação da pastagem?

A degradação da pastagem é a queda acentuada e contínua da produtividade ao longo do tempo. Ela ocorre em todas as regiões do Brasil e mantém grande parte das áreas de pasto sendo utilizadas muito abaixo do seu real potencial.

Uma das principais causas é a falta de manejo profissional desde a formação da pastagem. Onde a pecuária não é conduzida como atividade empresarial, o descaso com insumos e tecnologia acelera a perda de produtividade.

Como saber se a pastagem está degradando?

O indicador mais prático é a capacidade de suporte, ou seja, o número de animais que a pastagem consegue manter sem prejudicar o desempenho animal ou o desenvolvimento do pasto.


Se ano a ano esse número cai, a pastagem está degradando. Outros sinais são o aumento de plantas daninhas, o surgimento de áreas de solo descoberto e a diminuição do percentual de forragem disponível.

Degradação agrícola e biológica: dois tipos que o produtor precisa conhecer.

Existem dois tipos principais de degradação da pastagem, com causas e consequências distintas:

  • Degradação agrícola: ocorre quando há aumento excessivo de plantas daninhas, que competem diretamente com as forrageiras. A produção de forragem cai progressivamente e o gado passa a ter dificuldade em selecionar e consumir o pasto disponível.
  • Degradação biológica: é a forma mais grave. Está associada à deterioração do solo, com aumento de áreas sem vegetação, erosão e perda de matéria orgânica e nutrientes. Quando a pastagem chega a esse estágio, o solo também está degradado.

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Quatro níveis de degradação para identificar a gravidade do problema!

A classificação em níveis ajuda o produtor a entender onde está e qual decisão tomar:

  • Nível 1 (leve): pastagem ainda produtiva, mas com rebrota lenta e algumas áreas de solo descoberto. Capacidade de suporte cai cerca de 20%.
  • Nível 2 (moderado): aumento de plantas daninhas ou solo descoberto em relação ao nível 1. Capacidade de suporte cai entre 30% e 50%.
  • Nível 3 (forte): degradação agrícola avançada, com proporção muito baixa de forrageiras. Capacidade de suporte cai entre 60% e 80%.
  • Nível 4 (muito forte): predominância de solo descoberto e sinais evidentes de erosão (degradação biológica). Proporção de forrageiras muito baixa ou inexistente. Capacidade de suporte reduzida em mais de 80%.

Quanto mais avançado o nível, mais cara, difícil e demorada será a recuperação.

Recuperação e renovação: quando a escolha do pasto híbrido define o resultado?

Para pastagens nos níveis 3 e 4, a estratégia indicada é a renovação, com replantio da forrageira e, quando necessário, mudança de espécie. É nesse momento que a escolha do material genético define o desempenho da nova pastagem.

Híbridos de braquiária com alto potencial produtivo, adaptados às condições do solo e do clima regional, oferecem uma base mais sólida para a nova pastagem. A tecnologia da semente é parte fundamental dessa decisão.

Manejo preventivo: a forma mais eficaz de evitar a degradação.

O manejo preventivo, feito profissionalmente desde a formação da pastagem, é a estratégia mais eficiente. Controle da taxa de lotação, análise anual de solo, manutenção da fertilidade e controle de plantas daninhas são práticas que evitam a degradação antes que ela se instale.


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pasto fundo

REFERÊNCIA: DIAS FILHO, M. B. ; MOACYR BERNARDINO DIAS FILHO, C. 2017. Degradação de pastagens: O que é e como evitar.

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